Esse assunto é bastante discutido no nosso meio e eu nunca abordei porque não faz parte da minha vida e nem do que eu gosto, mas como surgiu essa questão em meu blog, resolvi dar minha opinião e meu objetivo é trazer essa discussão a luz da filosofia, embora para ser analisado corretamente teria que ser abordado pela psicologia, mas como eu não tenho argumentos sólidos o suficiente para tal assunto, vou no que eu já estudei.
Para quem não conhece o termo, switcher significa versátil e no mundo BDSM seria uma pessoa que muda de lado quando lhe convém, uma hora é dominador (a) com seu parceiro (a) e quando a situação muda o cenário, o switcher passa a ser submisso (a) e se entrega completamente ao seu algoz.
Do ponto de vista filosófico eu poderia abordar e várias formas e linhas de pensamento, mas o que mais me agrada é a linha idealista. Para quem leu meus últimos posts poderiam ler como algo dialético, a teoria de Hegel de que tudo que é uma verdade, uma coisa ou situação tem um germe de negação ou contradição, por exemplo, uma Senhora só é Senhora se ela tem um escravo e a contradição é que ela “depende” do escravo, sendo que o obvio seria que um escravo é escravo e seria ele quem depende totalmente de sua Senhora, mas Senhora sem escravo(s) não é nada e a contradição se explica; Mas a dialética seria justamente o fato desse germe tomar uma proporção tal que mudaria a realidade e o exemplo mais fácil seria a da semente, que se cultivada já não seria semente e se tornaria uma planta e a planta se tornaria algo utilizado pelo homem e assim por diante.
No caso do switcher isso não seria dialética, pois segundo a tradição da filosofia idealista e principalmente a Iluminista, quando algo muda, muda evolutivamente. No meu caso, eu era uma criança e filha obediente, Dialeticamente eu tornei-me mulher e uma esposa dominante e depois mãe mandona e agora sou dominadora, sádica e Senhora absoluta e certamente tenho escravos.
No caso do Switcher isso na se aplica, pois uma hora ele é escravo e depois se torna dominante e volta a ser escravo e fecha-se o ciclo em círculos. Isso não é dialética e a pergunta seria que linha filosófica explicaria? A melhor é a do Marques de Sade, o Libertino.
Libertino é uma corrente filosófica do período do Iluminismo e tem como base a tríade Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Certamente a tal liberdade é bastante questionada, pois como o Marquês de Sade disse, o Homem tem uma verve mal,isto é, naturalmente o homem é mal e precisa ter controles. Hobbes falou que o homem é o lobo do homem em sua obra Leviatã, enfim, libertinagem é correr filosoficamente contra a natureza, adiantar-se, realizar o que dá prazer corporal antes que a gente envelheça ou fique doente e dessa forma, para essa linha filosófica vale tudo, dominar, causar dor e sofrer dor se assim a minha natureza sentir necessidade. Não vou repetir as palavras de Sade nem de suas obras, que dediquei uma postagem especificamente para isso, mas o switcher seria explicado pela libertinagem, o homem deve buscar seu prazer corporal da forma que lhe prover, seja causando dor ou sofrendo dor e isso é ser switcher.
Eu ressalto que não sou switcher, sou dona, dominadora, sádica e meu corpo pede submissos, cadelas aos meus pés, bem submissos e os levo na rédea curta. Sade foi um filósofo que eu admiro, mas minha única dor que eu suporto é no máximo ficar longe das minhas cadelas, só que tem que ser por muito pouco tempo, pois sou sedenta de judiar, dominar, humilhar e currar os meus sem dó nem piedade, apenas para saciar meu prazer.
Conclusão: Switcher procurem outro parceiro, pois quem me desejar, saberá que não tem negociação, pois eu diria que dialeticamente cheguei ao ponto máximo da evolução, Sou dominadora Sádica, Sou a Senhora do Castelo. Curvem-se aos meus pés junto com minhas outras cadelas.
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